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Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

  • 20 de fev.
  • 2 min de leitura

O filme “Joy” conta uma história real que mudou a medicina reprodutiva: o nascimento do primeiro bebê concebido por Fertilização in Vitro, em 1978. Mas ele vai além da conquista científica – ele ajuda a corrigir uma omissão histórica!


Jean Purdy foi enfermeira, embriologista, cofundadora da clínica Bourn Hall e coautora de 26 artigos científicos. Foi ela quem organizou protocolos, acompanhou pacientes, cuidou dos embriões e, mais do que isso: foi a primeira pessoa a testemunhar a divisão celular de um embrião humano em laboratório! 


Robert Edwards, um dos médicos envolvidos na FIV, a descreveu como um terceiro pioneiro “crucial” para o sucesso da técnica. Ainda assim, em 1980, quando uma placa comemorativa foi instalada para marcar o nascimento de Louise Brown, o nome de Jean Purdy foi omitido. Apenas os médicos homens foram reconhecidos.


Jean faleceu em 1985, aos 39 anos, sem receber em vida o reconhecimento à altura de sua contribuição. Somente décadas depois, a história começou a ser reparada:

  • em 2015, uma nova placa passou a incluir seu nome

  • em 2018, um memorial especial foi inaugurado em Bourn Hall, marcando os 40 anos da FIV


“Joy” traz essa história à tona – e vale muito dar o play para entender como a ciência também é feita de trabalho silencioso, persistência e mulheres que sustentam avanços mesmo quando não são vistas.


Nesse Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, “Joy” nos lembra que grandes avanços não acontecem apenas por grandes ideias – eles acontecem porque mulheres persistem, cuidam, testam, erram, ajustam e seguem, como a Jean Purdy fez.


A história da FIV também é uma história de mulheres na ciência. E ela merece ser contada por inteiro!


 
 
 

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Responsável Técnico Dra. Isabela Piva Fuhrmeister
CRM RS 21.736 I RQE 15895

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